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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

SÃO CARLOS - UMA UPP PROBLEMA !


Adolescente morre e quatro ficam feridos durante tiroteio no Morro São Carlos

Rio -  Um adolescente de 14 anos morreu e outros quatro homens ficaram feridos durante um intenso tiroteio entre traficantes e policiais militares da UPP São Carlos na esquina da rua São Carlos e Ladeira São Diniz, no Morro São Carlos, no Estácio, Zona Norte do Rio, na madrugada desta segunda-feira. A troca de tiros aconteceu quando mais de 500 pessoas participavam do Bloco Boi Sem Chifre, o que provocou pânico, correria e revolta na comunidade. Uma viatura da Polícia Militar foi incendiada.
A intensa troca de tiros provocou a morte de Wendell Timóteo Rodrigues Nunes, 14 anos, atingido por um tiro de pistola que perfurou o pulmão. "Meu neto gostava de se divertir como todas as crianças da idade dele. A minha vida ficou muito mais triste. Esse Carnaval será de grande tristeza", lamentou Eliane Rodrigues, avó da vítima.
Foto: Osvaldo Praddo / Agência O Dia
Viatura da PM foi incendiada | Foto: Osvaldo Praddo / Agência O Dia
O mototaxista Diego Gonçalves dos Santos, 25, levou um tiro nas costas. Os dois e um terceiro homem ainda não identificado foram socorridos no Hospital Central da Policia Militar.Entre os feridos estão Marcílio Cheru de Oliveira, o Cheru, 24 anos, e Paulo Roberto Barros dos Santos, 24, o Dorei, apontados como os principais líderes do tráfico de drogas no morro, segundo a Polícia Militar. Uma denúncia levou os PMs até o Bar da Loura, na esquina da Rua São Carlos com Ladeira São Diniz, onde estariam Cheru e Dorei. Após reconhecer os suspeitos, os policiais deram voz de prisão a Cheru, o que provocou a reação dos seus comparsas.

Marcílio Cheru de Oliveira, o Cheru, é procurado pela polícia | Foto: Divulgação
Marcílio Cheru de Oliveira, o Cheru, é procurado pela polícia | Foto: Divulgação
Já os líderes do tráfico, Cheru e Dorei, foram atingidos na perna e deram entrada no Hospital Souza Aguiar. "Tenho quase certeza de que os tiros que pegaram neles foram dados por seus comparsas, porque sete PMs ficaram com eles, trocando tiros, enquanto eu e mais dois estávamos encurrados em outra posição", revelou um dos policiais da UPP que participou do confronto. Dez policiais participaram do confronto. Todos os feridos levaram tiros de pistola.
Na tentativa de sair do cerco dos traficantes, os PMs abandonaram uma das viaturas que pertencia ao Grupo de Ações Táticas do Comando da UPP. "Não teve jeito. A população ali, infelizmente, ainda é muito ligada aos traficantes. O Cheru e o Dorei eram queridos e estavam bem protegidos. Um outro grupo armado apareceu no topo da Rua Sãoo Carlos, o que acelerou a nossa retirada do local, caso contrário mais pessoas iriam ser feridas ou morrer ", contou um soldado da UPP.
A revolta dos frequentadores do Bloco Boi Sem Chifre foi tão intensa quanto o tiroteio. Após queimar a viatura na Rua São Carlos, algumas pessoas atiraram garrafas e pedaços de paus contra os policiais, que responderam com spray de pimenta. Alguns moradores disseram que os policiais entraram atirando no meio do bloco. Bombeiros do quartel da Tijuca e Vila Isabel aguardaram o reforço do 4º BPM (São Cristóvão) e do Batalhão de Choque para subir o morro e apagar o fogo da viatura. 
O confronto aconteceu uma semana após agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) da Polícia Federa prenderem 11 envolvidos com o tráfico de drogas no Morro São Carlos, entre eles o ex-comandante da UPP, capitão Luís Piedade, e o soldado Alexandre Duarte, da UPP Fallet/Fogueteiro. Ambos são suspeitos de receberem propina para liberar a venda de drogas nas comunidades.
Ex-comandante da UPP é preso
O ex-comandante da UPP do Morro do São Carlos, capitão Adjaldo Luiz Piedade, e um ex-soldado da unidade foram presos na última semana na Operação Boca Aberta, desencadeada pela Polícia Federal (PF) e Subsecretaria de Inteligência do Estado. Outras nove pessoas acusadas de envolmento com tráfico de drogas também foram presas.
Foto: Foto: Carlo Wrede / Agência O Dia
Foto: Carlo Wrede / Agência O Dia
Segundo as investigações, os policiais receberiam propina do traficante Sandro Luiz de Paula Amorim, o Peixe, preso pouco antes da ocupação da Favela da Rocinha, para facilitar a venda de entorpecentes na comunidade. Ainda segundo as investigações, o capitão Piedade recebia R$ 15 mil por mês do criminoso. 

UPP SÃO CARLOS, DEU DEFEITO ? ! . . .


Tiroteio em bloco acaba com morte de menino de 14 anos na UPP do São Carlos


Traficantes trocaram tiros com policiais e atearam fogo em viatura da PM no Morro de São Carlos
Traficantes trocaram tiros com policiais e atearam fogo em viatura da PM no Morro de São Carlos Foto: Fernando Quevedo / O Globo

Extra

Um tiroteio no Morro de São Carlos, no Estácio, deixou um morto e quatro feridos durante um bloco na madrugada desta segunda-feira. Policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) teriam reconhecido o traficante conhecido como “Cheru” no bloco “Boi sem chifre”, que passava por volta das 2h pelo cruzamento entre a Ladeira São Diniz e a Rua São Carlos. Houve troca de tiros e uma viatura da polícia foi incendiada.
Entre os feridos, estão Marcílio “Cheru” de Oliveira, que seria responsável pelo tráfico local, e Paulo Roberto Barros dos Santos, o “Dorei”, braço direito de Cheru. Os dois estão internados no Hospital Souza Aguiar. Um adolescente de 14 anos levou um tiro nas costelas e morreu no Hospital Central da Polícia Militar (HCPM). O mototaxista Carlos Diego Gonçalves dos Santos, de 25 anos, levou um tiro nas costas e está internado no HCPM. Ainda não há informações sobre o quarto ferido.
Durante a confusão no bloco, moradores jogaram garrafas nos policiais, que responderam com spray de pimenta. Depois do confronto, bombeiros, policias do 4º BPM (São Cristóvão) e do Batalhão de Choque foram ao local.


quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

UPP - UNIDADE DE PROPINA DO PIEDADE ! . . . VERGONHA !




Ex-comandante de UPP recebia R$ 15 mil semanais do tráfico

Capitão e um soldado da PM foram presos em uma operação da Polícia Federal

Mario Hugo Monken, iG Rio de Janeiro | 16/02/2012 14:49 - Atualizada às 19:23

Dois policiais militares, entre eles, o ex-comandante da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Morro São Carlos, no bairro do Estácio, capitão Adjaldo Luís Piedade, foram presos nesta quinta-feira (16) pela Polícia Federal suspeitos de receber propina de traficantes da favela e também do vizinho morro do Querosene.
Segundos as investigações, que tiveram início há dez meses, o capitão receberia semanalmente R$ 15 mil do traficante Sandro Luiz de Paula, conhecido como “Peixe”. O criminoso foi um dos que fugiu da Favela da Rocinha durante a ocupação policial da comunidade, ocorrida em novembro do ano passado. Na ocasião, era escoltado por policiais civis.
O delegado Fábio Andrade, da Delegacia de Repressão a Entorpecentes, da Polícia Federal, afirmou que a relação entre o oficial e o traficante era promíscua. Eles se comunicavam por mensagens de texto via telefone celular.
De acordo com o delegado federal, “Peixe” chegou a sugerir a Adjaldo que ingressasse no batalhão da PM do município de Macaé (35º BPM), onde o traficante controlava favelas. As investigações da PF apontam que o dinheiro da propina era entregue às segundas-feiras. Uma mulher, conhecida pelo apelido de Loira, levava as quantias até o oficial.
Andrade afirmou que o ex-comandante, inclusive, chegava a impedir que policiais combatessem o tráfico. O capitão Adjaldo foi afastado do comando da UPP do Morro São Carlos no ano passado por denúncia de corrupção, informou a PF.
O outro policial preso é um soldado, cujo nome não foi revelado, que fazia contato com um traficante conhecido como “Nildo”. O criminoso controla o Morro do Querosene, vizinho ao Morro São Carlos.
Segundo a PF, uma interceptação telefônica flagrou o soldado pedindo maconha ao traficante. O PM que não teve o nome revelado atualmente é lotado na UPP do Morro do Fallet, em Santa Teresa.
O delegado João Luís Araújo, que também integra a Delegacia de Repressão a Entorpecentes da PF, disse suspeitar de que outros policiais que também integravam a equipe do capitão Adjaldo estariam envolvidos no esquema de propina. Os suspeitos, no entanto, não foram identificados.
“À medida que o capitão movimentava a posição das patrulhas para não reprimir o tráfico, suspeitamos que outros policiais militares também estivessem envolvidos“, informou o delegado Araújo. Além dos dois policiais presos nesta quinta-feira (16), nove traficantes foram presos.
O capitão Adjaldo estava lotado atualmente na DGP (Diretoria Geral de Pessoal) da Polícia Militar. Esse órgão é considerado por PMs como uma espécie de “geladeira” da corporação. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, o oficial será submetido a um Conselho de Justificação pela PM e deverá ser expulso.
A operação da PF que culminou na prisão dos policiais foi batizada de “Boca aberta”. Ela teve início na quarta-feira com a apreensão de 320 quilos de maconha e mais de 100 frascos de “cheirinho da loló” no Morro do Dezoito, no bairro de Água Santa, zona norte da capital fluminense. De acordo com a PF, essa favela virou refúgio de traficantes do Morro São Carlos e da Favela da Rocinha, após a ocupação dessas comunidades. Oito pessoas indiciadas nesse inquérito continuam foragidas. Todos são traficantes.



terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

ESTÁCIO: OCUPAÇÃO IRREGULAR EM PROCESSO!


Fogo em encosta pode estimular ocupação irregular no Estácio


Área desmatada no Morro São Carlos é propícia a deslizamentos, segundo geólogo

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Clarão em encosta do São Carlos preocupa morador do Rio Comprido
Foto: Foto do leitor Frabrício Borges

Clarão em encosta do São Carlos preocupa morador do Rio Comprido Foto do leitor Frabrício Borges
RIO - À margem da fiscalização, incêndios sem motivo aparente destroem a vegetação de encostas que, posteriormente, darão lugar a moradias. O roteiro, velho conhecido na história de expansão irregular de comunidades pobres do Rio, pode se repetir no Morro São Carlos. Alvo de um incêndio no último dia 26, uma encosta ao lado da favela do Estácio, na Zona Norte, não é área de proteção ambiental, segundo a prefeitura. Se ocupada, porém, a tragédia estará anunciada, pois, de acordo com geólogos, o solo é propício para deslizamentos.
O clarão foi observado pelo leitor Fabrício Borges. Preocupado com o dano ambiental, ele afirma que desde o dia 26, quando houve a queimada, nenhuma autoridade esteve no local para avaliar os danos e programar o reflorestamento. Segundo Borges, a negligência pode favorecer a ocupação irregular.
“Tenho acompanhado de perto a devastação do pouco que sobrou de vegetação de uma encosta no Morro São Carlos. Vejo esse clarão aumentando na mata e nenhum órgão vai ao local e se mostra sensível com o problema”, diz o leitor.
A Secretaria municipal de Meio Ambiente (Smac) afirma que “a área em questão não está inserida numa APA (área de proteção ambiental) e nem é área de reflorestamento”. O órgão declarou ainda que a vegetação da encosta “provavelmente se autorregenerará”.
O comandante da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do São Carlos, capitão Ricardo Alves, esteve no local e constatou que moradores atearam fogo na encosta, no último dia 26, com a intenção de baixar o matagal. Não foi comprovada a construção de nenhum imóvel irregular próximo, segundo o policial.
Geólogo aponta possíveis riscos; Geo-Rio promete vistoria
Ao avaliar as fotos, o geólogo Francisco Dourado, professor da Uerj, recomenda o mapeamento da área e alega que a retirada da vegetação pode favorecer, a longo prazo, deslizamentos na encosta. Segundo o especialista, é possível identificar alguns blocos soltos no meio da área, favorecendo a erosão. A presença de bananeiras é outro indício de que o terreno tem solo úmido e é pouco espesso, alerta o professor.
“Esse dois fatores são suficientes para que haja a necessidade de um mapeamento da encosta para avaliação dos riscos que as edificações estão expostas. Quanto ao desmatamento, a um curto prazo, não é um fator muito agravante, porém em médio e longo prazo, este pode propiciar a aceleração de processos erosivos”, esclarece.
O geólogo ainda alerta para a possibilidade de ocupação irregular na área. Além da fiscalização, o pesquisador considera o trabalho de identificação das áreas propícias à ocupação humana de grande importância.
“Qualquer terreno propício à construção de uma casa e que não seja devidamente fiscalizado ou monitorado é uma porta aberta à expansão de qualquer comunidade ou mesmo para o surgimento de uma nova comunidade. O poder público ainda age de maneira muito incipiente ou quase inertes”, pontua.
Segundo a Geo-Rio, “incêndios por si só não deflagram processos de instabilidades de solos”. Apesar disso, o órgão se comprometeu a realizar uma vistoria no local “para uma análise mais detalhada do ocorrido”.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

4º. BPM ATENTO E EFICIENTE, MESMO EM GREVE ! . . . BRAVOS GUERREIROS !


Governo do Estado fecha o cerco aos grevistas

Cabral baixa decreto que reduz prazo de conclusão de processos disciplinares: PMs e bombeiros podem ser expulsos em 15 dias

Rio -  O governo do Rio minou a greve organizada por policiais civis e militares e bombeiros. 17 PMs foram presos, 10 deles através de mandados de prisão preventiva decretados pela juíza Juliana Ferraz, a pedido do comandante-geral da PM, coronel Erir Ribeiro. Todos estão no presídio de Bangu 1. Outros 129 poderão ser punidos por envolvimento na greve. No Corpo de Bombeiros, um oficial acabou exonerado do cargo, e 123 guarda-vidas foram indiciados por falta ao serviço e ficarão presos administrativamente nos quartéis.
Para fechar o cerco aos militares grevistas, o governador Sérgio Cabral baixou decreto que reduz prazos das tramitações dos processos administrativos. Com isso, PMs e bombeiros podem ser expulsos da corporação em até 15 dias. “A greve não teve êxito”, avaliou Cabral, ressaltando o aumento concedido, na quinta-feira, de 38,81% até 2013. Líder dos bombeiros, o cabo Benevenuto Daciolo segue preso em Bangu 1. A libertação dele é reivindicação.

Policiais do Bope foram enviados para Campos, onde havia foco maior de insatisfação | Foto: Phillipe Moacyr / Folha da Manhã
Policiais do Bope foram enviados para Campos, onde havia foco maior de insatisfação | Foto: Phillipe Moacyr / Folha da Manhã
Nesta sexta-feira, a população pouco sentiu os efeitos da paralisação, e serviços foram mantidos, além da programação do Carnaval e da rodada do Cariocão. Só uma rede de cinemas cancelou sessões após 22h30 no Leblon e Tijuca. Embora nas ruas não houvesse falta de PMs, muitos fizeram espécie de greve na viatura: foram para seus postos, mas não atuaram.
A maior adesão foi no interior. Em Volta Redonda, seis PMs foram presos em flagrante e 129 responderão a inquérito por incitar à desobediência. Pena varia de 2 a 4 anos de prisão.
Sessenta homens do Bope e do Batalhão de Choque foram acionados para Campos e Itaperuna, a fim de evitarem e combaterem atos violentos. Para o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, o Rio ainda não precisa de reforço federal. Porém, 14 mil homens do Exército e da Força Nacional estão de prontidão. A Polícia Civil informou que o atendimento à população e as investigações não foram atingidos. Até o fechamento desta edição, um PM estava foragido da Justiça. Neste domingo, haverá manifestação, às 10h, em Copacabana.
Prazo para atuação do Conselho de Disciplina fica menor
Para permitir que PMs e bombeiros possam ser expulsos da corporação em até 15 dias, o governador Sérgio Cabral baixou nesta sexta-feira decreto, em edição extraordinária do Diário Oficial, apressando as punições. A nova regra modifica outro, de 1978, que regulamenta o Conselho de Disciplina dos militares, responsável pelas exclusões.
A nova diretriz reduz à metade — de 30 para 15 dias — o prazo a conclusão do trabalho do conselho. Quem faz a investigação só terá cinco dias para avaliar a conduta do militar: antes eram 20 dias. O tempo de recurso contra a decisão caiu para cinco dias. E o prazo para secretário de estado julgar esse recurso mudou de 20 para sete dias.
Outra novidade é que tanto o secretário de Defesa Civil, Sérgio Simões, quanto o comandante da PM, Erir Ribeiro, poderão pedir os procedimentos e dar solução diferente do conselho. Antes, o poder era exclusivo do secretário de Segurança, José Mariano Beltrame.
Os grevistas estão sendo acusados de incitar à desobediência, à indisciplina ou prática de crime militar; publicar ou criticar indevidamente e desacatar a superior. As penas variam de dois a quatro meses de prisão. Em 2009, Superior Tribunal Federal também decidiu que servidor público armado — caso de policiais e bombeiros, por exemplo — não pode fazer greve.
As primeiras horas da greve
A procura da população por delegacias das zonas Sul, Norte e Oeste do Rio, além da da Baixada, foi menor do que o normal. De madrugada, O DIA percorreu as linhas Vermelha e Amarela, além da Avenida Brasil, e não encontrou viatura da PM em patrulhamento. As cabines de vigilância estavam vazias. De dia, unidades chegaram a fixar em portas aviso de paralisação das atividades. O trabalho dos bombeiros nos postos de salvamento da orla foi reduzido por causa do movimento grevista.
Homem chega para fazer registro na 16ª DP (Barra) e fica na porta | Foto: Alexandre Vieira / Agência O Dia
Homem chega para fazer registro na 16ª DP (Barra) e fica na porta | Foto: Alexandre Vieira / Agência O Dia
16ª DP, BARRA
Cartaz fixado na porta avisava sobre a greve. “Greve. Atendimento somente para casos de prisão em flagrante e remoção de cadáveres, segundo normas do sindicato”, informava o folheto na Barra da Tijuca.
14ª DP, LEBLON
Policiais militares tentavam verificar a ficha criminal de um grupo detido em atitude suspeita na praia. Depois de cinco horas de espera, os PMs liberaram os jovens sem fazer o levantamento.
13ª DP, COPACABANA
A ordem era a mesma: só ocorrências emergenciais seriam registradas
ZONA NORTE
O trabalho em delegacias da Zona Norte também foi afetado. Na 22º DP (Penha), por exemplo, comerciante tentou registrar ocorrência de furto mas foi surpreendido por um policial que disse para “voltar depois da greve”. Cristiano Pereira, 25, teve seu celular e documentos furtados no ônibus da linha 350.



BAIXADA FLUMINENSE

A recepção e a sala de registros de ocorrências das delegacias passaram parte do dia vazias. Na porta da 52ª DP (Nova Iguaçu), as viaturas estacionadas estavam com panfletos, informando sobre a greve, presos nos párabrisas.



SALVAMENTO NA ORLA

Segundo bombeiros de plantão na Zona Sul, apenas 30% dos salva-vidas estavam em serviço. Eles trabalharam ontem sem uniforme. Muitos postos estavam vazios.

Socorro chega rápido

Um motociclista foi baleado nas costas em assalto, às 15h desta sexta-feira, na Rua Beatriz Larragoiti Lucas, na Cidade Nova. Em poucos minutos, policiais do 4º.  BPM (São Cristóvão) chegaram para socorrer Alexandre Freitas Esquerdo, 39. Ele foi operado no Hospital Souza Aguiar, no Centro. Não há informação sobre seu estado de saúde. A dupla fugiu com o veículo, recuperado pouco depois. Ninguém foi preso.
Baleado recebeu socorro de PMs que chegaram rápido ao local do crime, no Estácio | Foto: João Laet / Agência O Dia
Baleado recebeu socorro de PMs que chegaram rápido ao local do crime, no Estácio | Foto: João Laet / Agência O Dia
Enquanto isso, ainda de madrugada, as cantoras Watusi e Glória Laraújo sofreram um assalto, na Avenida Brasil, altura de Bonsucesso. Elas voltavam da escola de samba Beija-Flor, em Nilópolis, na Baixada.
De acordo com Watusi, quando elas chegaram à 21ª DP (Bonsucesso) para dar queixa do roubo, não havia policial na delegacia. Elas seguiram, então, para Copacabana, onde foram atendidas na 13ª DP. “Havia dois policiais trabalhando que tiveram muito boa vontade”, contou Watusi.
Métodos de terrorismo
Para o jurista e professor Wálter Fanganiello Maierovitch, o movimento grevista faz parte de uma conjuntura histórica do Brasil, onde tudo se tolera. “É o país do quebra-galho e isso preocupa muito, na medida em que lideranças usam métodos de terrorismo, ameaçam queimar carretas, fechar rodovias. Por outro lado, não há amparo jurídico para colocar o Exército nas ruas sem a decretação do Estado de Defesa ou de Sítio”.



Reportagens de Adriana Cruz, Angélica Fernandes, Diogo Dias, Gabriela Moreira, Flávia Lima, Flávio Araújo, Helvio Lessa, Marcello Victor e Vania Cunha





sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

4º. BPM SOCORRE VITIMA E PRENDE MARGINAL EM MENOS DE 10 MINUTOS ! . . . PARABÉNS !


Motociclista é baleado em assalto no Estácio

POR Adriano Araujo
O DIA

Rio -  Um assaltante foi preso após assaltar um motociclista, na tarde desta sexta-feira, na Rua Madre Tereza de Calcutá, ao lado da estação Metrô Estácio, no Centro da cidade. O proprietário da moto foi baleado nas costas durante o roubo e foi levado para o Hospital Municipal Souza Aguiar, também no Centro. O guarda municipal Paulo Roberto auxiliou no socorro da vítima e contou que este tipo de crime é frequente nesta região.
Foto: João Laet / Agência o Dia
Foto: João Laet / Agência O Dia
A moto teria travado e disparado um alarme, sendo encontrada embaixo do viaduto. O suspeito foi levado para a 6ª DP (Cidade Nova). Ainda não há informações sobre o estado de saúde da vítima.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

PRAÇA DA BANDEIRA, SERÁ QUE AGORA VAI ? ! . . .


29/01/2012 12h28 - Atualizado em 29/01/2012 12h28

Paes dá início a obras contra enchentes na Praça da Bandeira

Prefeito diz que verão de 2014 vai ser sem enchentes no Rio.
Segundo projeto, 4 piscinões conterão excesso de água das chuvas.

Lilian Quaino
Do G1 RJ
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Arte reproduz piscinões que serão construídos para conter águas das chuvas (Foto: Reprodução/Prefeitura)
Arte reproduz piscinões que serão construídos
para conter águas das chuvas
(Foto: Reprodução/Prefeitura)
Numa cerimônia rápida, pois "a cidade não está em clima de festa", segundo disse, o prefeito Eduardo Paes deu início na manhã deste domingo (29) às obras contra os alagamentos na região da Praça da Bandeira, na Zona Norte da cidade. Ele se referia aodesabamento dos três prédios no Centro do Rio, na noite de quarta-feira (25), que deixou 17 mortos. Cinco pessoas seguem desaparecidas.
Paes disse que as obras começam com quase 500 anos de atraso e prometeu aos cariocas um verão sem enchentes em 2014. As obras devem durar 24 meses e têm investimento de R$ 292 milhões, segundo a prefeitura. Pelo projeto da prefeitura, serão construídos quatro reservatórios subterrâneos de água pluvial que pretendem acabar com as enchentes da Bacia do Canal do Mangue. Os reservatórios estão sendo chamados de piscinões.
Na Praça da Bandeira, explicou Paes, será construído o primeiro piscinão. Esses reservatórios vão receber o excedente das chuvas para impedir o transbordamento dos rios. A água dos piscinões será liberada à medida que a rede de drenagem suportar.
Paes explicou que, na primeira etapa da obra, um trecho do Rio Trapicheiros será canalizado.
Alagamento na Praça da Bandeira por causa das chuvas (Foto: Vinicius da Silva Ferreira)
Leitor flagrou alagamento na Praça da Bandeira em
abril de 2010 por causa das chuvas
(Foto: Vinicius da Silva Ferreira/Vc no G1)
O piscinão da Praça da Bandeira terá 12 metros de profundidade e capacidade para 18 mil metros cúbicos. Os outros piscinões serão construídos em áreas próximas, na Zona Norte: um perto da Rua Heitor Beltrão, na Tijuca, para captar as águas do Rio Trapicheiros (com capacidade para 70 mil m³); outro próximo ao Boulevard, em Vila Isabel, para captar o excedente das águas do Rio Joana (143 mil m³); e o último no Alto Grajaú, para o Rio Jacó (50 mil m³).
As obras na Bacia do Canal do Mangue serão realizadas pela Rio-Águas com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2).